segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Na minha escola não tem aula



Na minha escola não tem aula,
Na minha escola não tem aula,
Na minha escola não tem aula.
E por que teria aula
Se ter aula é brincadeira?
Ter aula é brincadeira!
Para o governo é brincadeira,
Para o estudante é brincadeira.
Ter aula é brincadeira.

E ninguém continua dando valor a brincadeiras. 

(Jefferson Santana, in Cantos e Desencantos de um Guerreiro)

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O poeta e a revolta



Empunhar a caneta sobre o papel,
antes que as mãos alcancem outras armas.

(Jefferson Santana)

sábado, 18 de agosto de 2012

Um navegante


Um navegante surge no horizonte.
Como vindo de muito longe,
espero que queira hospedagem.

Surge por trás da visão marítima
como sujeito imponente
trazendo luz por onde chega.
Por onde passa 
até as nuvens abrem caminho.
Uma nuvem ou outra atravessa-o
mas ele imponente
não perde a chama que acendeu.

Refletido no espelho do mar.
As ondas vem chegando
no mesmo instante que o reflexo.
Que nas areias da praia onde estou, se retenha
como algas que passeiam e por acaso ali estacionam.
Destino
desenhado 
a partir do percurso 
mais improvável da onda que nasceu.

Aqui te encontro imponente
e meu sonho rejuvenesce.
Um querer incessante
numa praia abundante 
n'agua, n'areia amena
o porto seguro. 

Jefferson Santana (Porto Seguro/ Bahia - Agosto de 2012)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

PARTES EM PARTE




Um poema
para se desintoxicar de um problema.

Um pedaço de mim
combatendo outro pedaço de mim.

De partes em partes vai se poetizando
coração
despedaçado.

Um poema como sorriso no rosto
para aliviar tapa na cara...
                    pancada nas costas,
                    rasteira nas pernas.

- Agruras desta vida,
não deixe que falte
o poema de cada dia!


(Jefferson Santana)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Sequelas



Sentir a carne inflamada pelo sangue fervente das veias.
Sentir o coração agitado, violentando o meio do peito.
Sentir a lágrima que cai dos olhos despejando revolta.
Sentir os pesadelos que consomem os pensamentos.

Sentir
Sentir
Sentir

Sentir o elo 
partido

Sentir o corpo 
                vagando no  
                mundo 
                                           perdido.


Sentir
o sentido se desfazendo...


          sentido
 sem 
                            direção

sem 
seta
sentindo
seguidas
sequelas.

sábado, 28 de julho de 2012

O QUE SOU?





O que sou nessa esfera de inferno?
O que penso nessa massa de neurônios?
O que vejo no meio dessa multidão?

O que o mendigo caído no chão tem a dizer?
O que o bandido das ruas tem a declarar?
O que o político corrupto tem a proclamar?
O que nossa raça humana tem de comemorar?

O que sou nessa esfera de inferno?
O que penso nessa massa de neurônios?
O que vejo no meio dessa multidão?

Se ligo a TV, não vejo perspectiva.
Se tento dormir, não tenho sono.
Se tento respirar fundo, o ar me irrita.
Se choro, não encontro solução.

O que sou nessa esfera de inferno?
O que penso nessa massa de neurônios?
O que vejo no meio dessa multidão? 

(Jefferson Santana, do livro Cantos e Desencantos de um Guerreiro)

sábado, 21 de julho de 2012



Desejo os beijos mais quentes
De todas as formas iminentes,
Fogo cruzado frente a frente,
Céu e mel dentre meus dentes.

(Jefferson Santana)

domingo, 15 de julho de 2012

Cantos e Desencantos de um Guerreiro será relançado no Sarau Suburbano Convicto






Cantos e Desencantos de um Guerreiro, livro de poesia do escritor Jefferson Santana foi lançado em 2011 e, agora será lançado também no Sarau Suburbano Convicto que ocorre todas às terças na primeira livraria especializada em Literatura Marginal do Brasil.
Além de poder conhecer o trabalho desse autor, há diversos outros títulos que são exclusivos dessa livraria e, ainda ocorrerá um sarau aberto ao público.


Venha também fazer parte dessa festa!


LOCAL: Livraria Suburbano Convicto - Rua 13 de Maio, 70 - 2º Andar - Bixiga - São Paulo/SP (Próximo ao Metrô Anhangabaú e Terminal Bandeira)


DATA E HORÁRIO: Dia 17 de Julho de 2012, à partir das 20 horas.




Informações:


Telefone - 62039533
Email: jefferson_3012@yahoo.com.br

sábado, 14 de julho de 2012

Poema maior


(Poema inédito)


Um poema mais triste
do que a própria tristeza que se sente.

Um poema mais molhado
do que a chuva que bate no asfalto.
Um poema mais desesperado
do que o amante abandonado.
Um poema mais sangrento
do que a ferida aberta no meio do peito.
Um poema mais ofegante
do que o medo impaciente.
Um poema com mais apetite
do que a fome imprudente.

Um poema mais dramático,
mas, eu lírico.

Um poema mais do que a matéria...
mais que a criatura e a psicologia.

Um poema maior.

(Jefferson Santana)


segunda-feira, 9 de julho de 2012

COOPERIFA e APAFUNK em encontro histórico


COOPERIFA, meu Quilombo Cultural. COOPERIFA que ultrapassa os limites dos muros que separam a cultura da Periferia e a do Centro. COOPERIFA que ultrapassou os limites de São Paulo no último dia 07/07/12 para se reunir a outro movimento importante, o APAFUNK, na Favela da Rocinha no Rio de Janeiro.

Foi uma verdadeira festa cultural, com direito a muita poesia sendo comungada. Foi uma verdadeira integração entre a comunidade carioca e a nossa aqui de Sampa. Foi delicioso sentir a presença maciça do povo dividindo com a gente aquele momento. Eu estava lá e, com certeza nunca me esquecerei desse acontecimento histórico. A Arte da Periferia, Morro, Subúrbio, ou qualquer outra coisa que definiram por aí, estava fervendo com esse encontro. Posso dizer que invadimos a Rocinha e a Rocinha invadiu a gente. Foi lindo demais!


 Eu chegando



Sérgio Vaz (Cooperifa) Mc Leonardo (APAFUNK)


A Poesia nos ares da Rocinha


A Rocinha

 Comungando a palavra


Até o Chico Pinheiro não resistiu e colou junto


A Família COOPERIFA + APAFUNK + COMUNIDADE.

Lindo demais!!!!