sábado, 21 de julho de 2012



Desejo os beijos mais quentes
De todas as formas iminentes,
Fogo cruzado frente a frente,
Céu e mel dentre meus dentes.

(Jefferson Santana)

domingo, 15 de julho de 2012

Cantos e Desencantos de um Guerreiro será relançado no Sarau Suburbano Convicto






Cantos e Desencantos de um Guerreiro, livro de poesia do escritor Jefferson Santana foi lançado em 2011 e, agora será lançado também no Sarau Suburbano Convicto que ocorre todas às terças na primeira livraria especializada em Literatura Marginal do Brasil.
Além de poder conhecer o trabalho desse autor, há diversos outros títulos que são exclusivos dessa livraria e, ainda ocorrerá um sarau aberto ao público.


Venha também fazer parte dessa festa!


LOCAL: Livraria Suburbano Convicto - Rua 13 de Maio, 70 - 2º Andar - Bixiga - São Paulo/SP (Próximo ao Metrô Anhangabaú e Terminal Bandeira)


DATA E HORÁRIO: Dia 17 de Julho de 2012, à partir das 20 horas.




Informações:


Telefone - 62039533
Email: jefferson_3012@yahoo.com.br

sábado, 14 de julho de 2012

Poema maior


(Poema inédito)


Um poema mais triste
do que a própria tristeza que se sente.

Um poema mais molhado
do que a chuva que bate no asfalto.
Um poema mais desesperado
do que o amante abandonado.
Um poema mais sangrento
do que a ferida aberta no meio do peito.
Um poema mais ofegante
do que o medo impaciente.
Um poema com mais apetite
do que a fome imprudente.

Um poema mais dramático,
mas, eu lírico.

Um poema mais do que a matéria...
mais que a criatura e a psicologia.

Um poema maior.

(Jefferson Santana)


segunda-feira, 9 de julho de 2012

COOPERIFA e APAFUNK em encontro histórico


COOPERIFA, meu Quilombo Cultural. COOPERIFA que ultrapassa os limites dos muros que separam a cultura da Periferia e a do Centro. COOPERIFA que ultrapassou os limites de São Paulo no último dia 07/07/12 para se reunir a outro movimento importante, o APAFUNK, na Favela da Rocinha no Rio de Janeiro.

Foi uma verdadeira festa cultural, com direito a muita poesia sendo comungada. Foi uma verdadeira integração entre a comunidade carioca e a nossa aqui de Sampa. Foi delicioso sentir a presença maciça do povo dividindo com a gente aquele momento. Eu estava lá e, com certeza nunca me esquecerei desse acontecimento histórico. A Arte da Periferia, Morro, Subúrbio, ou qualquer outra coisa que definiram por aí, estava fervendo com esse encontro. Posso dizer que invadimos a Rocinha e a Rocinha invadiu a gente. Foi lindo demais!


 Eu chegando



Sérgio Vaz (Cooperifa) Mc Leonardo (APAFUNK)


A Poesia nos ares da Rocinha


A Rocinha

 Comungando a palavra


Até o Chico Pinheiro não resistiu e colou junto


A Família COOPERIFA + APAFUNK + COMUNIDADE.

Lindo demais!!!!

Evento SOMOZUM pela fonte no Morro do Querosene - 01/07/2012


quinta-feira, 5 de julho de 2012

A Torcida



A torcida na qual me refiro é a Fiel Torcida Corinthiana, que no dia 04/07/2012 pode comemorar um título inédito (o único que faltava) que é era a Libertadores da América. Porém, antes mesmo de conquistá-lo, sempre representou como ninguém o Grande Corinthians.

Minha singela homenagem:


A Torcida

Denominada como bando de loucos
maloqueiros,
sofredores...
eram também sem Libertadores,
sendo que, essa tal de Libertadores nunca fez diferença,
para Torcida como essa
que sempre marcou sua presença.

Torcida de operários
que lutam diariamente nas batalhas
da vida, superando obstáculos.
Torcida que se une nas arquibancadas,

que joga com seu time
o jogo
jogado com vinte e dois
jogadores.
Ah, essa Torcida!
Ela é simplesmente  um vigésimo terceiro
jogador.

Torcida num país de desigualdades,
país sofrido,
país humilhado.
Torcida que é o próprio retrato dessas dificuldades.
Torcida que pelo seu clube
deposita todos os seus males
e os intensos sonhos que persegue.

A Torcida...
o Clube:
o que se percebe
nisso é uma única entidade unida,
numa mesma crença.
Entre outras torcidas, uma grande diferença,

porque há clubes que têm torcida,
mas somente essa Torcida tem o Clube...
essa Torcida fielmente
tem o Corinthians.

(Jefferson Santana)

sábado, 30 de junho de 2012

Um dia...




(Poema inédito)


Um dia descobrimos
                                              que podíamos ser
e não somos,
unicamente
porque não tentamos,
pois fomos acabando
com as possibilidades,
transformando
as oportunidades
em impossibilidades
e, cada meia chance de sermos
                                                      felizes
não pode ser
concretizada
devido à falta
da outra metade,
que foi desprezada.

Dá-se o desprezo,
preso
às desculpas esfarrapadas,
preso
aos acontecimentos passados,
preso
aos medos escancarados.

O preço que se paga
e que se carrega,
são as flores mortas,
porque não foram regadas.

(Jefferson Santana)

quarta-feira, 20 de junho de 2012

TCC: Trabalho de Conclusão de Curso/Trabalho de Começo de Caminhada

Dia 19/06/2012, terça-feira nublada que poderia ter sido mais um dia comum em minha vida paulistana. Porém, esse dia representou como um dos mais importantes daqueles que já vivi. Fiz a defesa do meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) na Universidade Presbiteriana Mackenzie, apesar desse trabalho ter o nome lá de TGI (Trabalho de Graduação Interdisciplinar). Com relação a essas nomenclaturas pouco importa para mim, pois se pudesse definir eu colocaria como TCC, sendo: Trabalho de Começo de Caminhada, até porque não terei minha formação na graduação neste 1º semestre de 2012 por estar pendente com algumas disciplinas. Também colocaria esse nome por um motivo importante, pois esse trabalho teve como tema a Literatura Marginal, essa na qual, encontro-me envolvido fortemente. 

O título de meu trabalho, foi: "Das ruas para sala de aula: a valorização acadêmica da literatura marginal". Isso mesmo: "valorização acadêmica", pois acredito que literatura marginal não pode mais sofrer discriminação pela crítica literária e mercado editorial e, deve estar presente nas escolas por representar uma variedade da considerada diversificada cultura brasileira. É um Trabalho de Começo de Caminhada, pois pra mim ele é só o início, uma introdução, do que tenho sonho de fazer. Quero lutar pela valorização da literatura marginal para as salas de aulas e no mercado editorial, pois pretendo lecionar e continuar minha carreira como escritor. 

Esse TCC, foi digno de nota máxima na avaliação, mas, o mais importante pra mim foi a segurança que consegui  ter na apresentação do tema, ou seja, a convicção com que consegui defender as ideias para a valorização da literatura marginal. Devo muito disso aos companheiros produtores da literatura marginal que são incontáveis, também a constante orientação do professor Alexandre Huady da Universidade Mackenzie, que mostrou interesse contante nesse trabalho e, ainda, a professora Valéria Martins também da Universidade Mackenzie, que além de ter feito a avaliação, foi uma auxiliadora constante em boa parte da minha trajetória na Universidade, ajudando-me a pensar em metodologias que se preocupem com o universo contemporâneo das escolas e sociedade.

Por tudo, guardarei esse dia como um marco na minha vida, em que defendi o meu Trabalho de Começo de Caminhada, pois há muito mais que conquistar ainda! 


Jefferson Santana

domingo, 17 de junho de 2012

Ser brasileiro



Ser brasileiro
É trabalhar e cansar-se pela pátria
E ser desanimado por miséria e corrupção.
É olhar o presente
E ver que "ordem e progresso" é promessa desde o passado.


Ser brasileiro,
Ser de outro mundo,
Ser do terceiro mundo.


Não condene os caloteiros
Pois como todo brasileiro
Você já nasceu devendo.

(Jefferson Santana, do livro Cantos e Desencantos de um Guerreiro)

domingo, 10 de junho de 2012

MEU POEMA




Meu poema nasceu de noite
Tão frio como os corações dos povos
Vazio como as ruas da cidade.

Arrepia na alma e no peito
Um pedaço de agonia e solidão.
O poeta que sonhou na aurora
Deixou o dia passar,
Esperou o dia acabar
E então viveu:
Apanhou,
Chorou.
Agora vai ter pesadelos no leito.

Sofrimento de vergonha
Embaixo do cobertor.
Assim não tem jeito não,
Tentar dormir
Sem nenhuma satisfação.


Porém há sempre a solução,
Quem sabe despertar de madrugada
Faça abrir os olhos da esperança,
Num preparo pra próxima batalha.
Até que finalmente amanheça
E a força retorne a seu lugar.

E que meu próximo poema
Venha quente como brasa
Queimando a estupidez das sanguessugas.


(Jefferson Santana, do livro: Cantos e Desencantos de um Guerreiro)