Existem homens que neste mundo andam
E outros tantos que desvanecem,
Independente dos diversos destinos
As passadas são sempre desejadas.
Às vezes, de fato não entendo,
Porque alguns não param
E outros não saem do lugar,
Se até o tempo conforta estados diferentes:
O dia que transita para a noite
E no curso previsto pela natureza
Depois se amanhece novamente;
Se quando chega o verão
A luz que ilumina muito quente
Cede tempo pra que nuvens dispersem água
Até jorrar a manisfestação inteira.
Depois é que o sol retorna ao seu trono.
Ah, mas este mundo!
Este mundo: um globo com extremos
Onde o tempo sem pre invariável
Não permite fuga do inverno.
Os extremos são verdadeiros pesadelos.
E que triste eu escrevo estes versos
Nesta longa estrada
Procurando o sentido Alegrias.
Apesar de um constante desespero,
Não posso perder a vontade de andar.
Em: Cantos e desencantos de um Guerreiro
quinta-feira, 21 de abril de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
sexta-feira, 25 de março de 2011
AS ESTRELAS
As estrelas... eu não entendo,
Em algumas noites ficam me olhando,
Mas não se importam se parecem atrevidas.
É claro!
Elas não se preocupam com besteiras.
Talvez por isso nunca fiquem tristes.
Não sofrem como nós sofredores.
São contentes
De um nível em que não alcançamos.
Humanos não tocam o céu!
in Cantos e desencantos de um Guerreiro
sábado, 12 de março de 2011
O Navio Negreiro, de Castro Alves na voz de Paulo Autran
Passando meu olhos pelo o YouTube, encontrei este fantástico vídeo da obra prima do fantástico poeta Castro Alves, narrada por Paulo Autran e com imagens do filme Amistad.
Vale a pena assisti-lo e refletir sobre um período vergonhoso de nossa história que ainda deixou grande influência na sociedade atual.
sexta-feira, 4 de março de 2011
O pássaro que saiu da gaiola
PÁSSARO
Sou pássaro na gaiola,
Comendo o alpiste que determinam
Entre o tempo contado de relógios
Para seguir no pio de uma longa jornada.
Fui capturado
Pela necessidade de comer.
Trancaram-me
Nesta vida minha adestrada.
Vidas nossas
Penduradas nas extremidades dos casarões,
Sem libertação
Para desfrutar do meio.
Chegou a hora de quebrar estas grades,
Bater as asas
E degustar os frutos
Que nunca me ofereceram.
Enfim Cantos e desencantos de um Guerreiro nasceu. Nasceu e logo de cara foi batizado pela chuva paulistana que impossibitou que alguns guerreiros que queriam contemplá-lo não conseguissem participar deste momente. Porém o livro agora é vivo e todos eles poderão sentí-lo expressandro a lírica que toca nas feridas da sociedade desigualmente estabelecida.
Minha felicidade neste momento é grandiosa, pois sei que meus cantos e desencantos agora estão sendo compartilhados e se reindentificando com os cantos e desencantos do povo. Esta felicidade ainda tem se multiplicado, quando imagino que aqueles que não sentem a dor, o desprezo e as chicotadas lançadas aos guerreiros periféricos constantemente, possam um dia desprevidos se deparar com alguns dos versos deste livro disparando contra suas cabeças, fazendo-os cair como gigantes sem argumentação suficente para deter a palavra ardente.
Enfim posso dizer que ele nasceu! Nasceu como um pássaro que nasce para a vida depois de liberto da gaiola.
Faço meu agradecimento à Cooperifa que cede espaço para que coisas como essas aconteçam. Em especial agradeço ao Grande Poeta Sérgio Vaz, que humildemente escreveu o prefácio do livro e conseguiu sintetizar em algumas palavras toda a lírica indignada desta obra e a engrandeceu ainda mais.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
LANÇAMENTO DO LIVRO CANTOS E DESENCANTOS DE UM GUERREIRO
Vai nascer! Finalmente vai nascer o meu primeiro filho. Depois de tanta luta, tanto poema declamado, postado, mostrado, agora também terá publicação oficial.
O lançamento será no dia 02 de Março (Quarta Feira) no Sarau da Cooperifa, ás 20:30.
Rua Bartolomeu dos Santos, 797 - Chácara Santana - São Paulo - SP
Saiba como chegar:
http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-br&tab=wl
Em caso de dúvidas é só mandar e-mail para: jefferson_3012@yahoo.com.br
Aguardo a presença de vocês!
sábado, 5 de fevereiro de 2011
A LATA
A lata
Laminando lá o lixo da cidade.
A lata
lá amassada
lançada
lá nos lugares
largados
e alagados da cidade.
A lata
lambida
lambuzada
lodosa
nos longes e longos cantos da cidade.
A lata
de alumínio
laçada na mão
do lacrimejante
a iluminar a sua mão assada
com pedaços de aço lapidados.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
EU PAULISTANO
Eu sou um paulistano
De mãe brasileira do canto nordestino
E pai brasileiro do canto sulista.
Nascido e criado na capital paulista.
Convivi como suburbano
Na vida que me serviu de ensino,
Só não entendo a incógnita
Da grande capital que se limita.
No meu canto da periferia
Vou montando poesia,
Entre os prédios e as favelas,
Eu ando por avenidas e vielas
Onde os milhões transitam
E as desigualdades se encontram.
II
Eu nem muito admirado
Encontro as multidões,
Precisamente milhões
De misturas deste mundo.
Para cá vieram as migrações
Trazendo suas tradições.
As famílias foram aumentando,
Assim dos povos nasci misturado.
Dessa história sou fruto,
Acabo envolto.
Pequena parte
De São Paulo residente.
Com licença, sem engano
Também sou paulistano.
In: Cantos e Desencantos de um Guerreiro
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Em 2011 a continuação de todos os dias anteriores
Entramos em um ano novo,
E neste novo ano
Eu vejo de novo velhos acontecimentos.
E neste novo ano
Eu vejo de novo velhos acontecimentos.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
O TEMPO
Penso no futuro
Recordo o passado,
Ao mesmo tempo em que evoluo
Declaro-me atrasado.
Os dias não percebidos,
Os planos perdidos,
Os anos já começaram,
Porque os outros terminaram.
Flores agora brotando
E mais tardiamente murchando.
Sonhos sonhados constantemente
Para acordar inesperadamente.
Do outono a primavera
Passa o tempo sem espera.
Deste inverno, jaz verão,
Trânsito de alegria e solidão.
Do amanhecer
Ao anoitecer,
O dia passa
O ano passa
A vida passa.
(In: CANTOS E DESENCANTOS DE UM GUERREIRO)
Assinar:
Postagens (Atom)


