Vencedores
Derrotados,
Em comum: lágrimas.
O jogo está armado
E as regras determinadas.
Cálices sobre a mesa
E muito vinho sendo sugado.
Tenho algumas cartas nas mãos,
Grandes responsabilidades
São cuidar de damas e reis
E não poder usar curinga
Para mudar todo o esquema,
Das jogadas que não são minhas.
As combinações de cartas
Direcionam o jogador.
Do jeito que o jogo é,
A tendência é ter perdedores
Que vão ter que pagar o preço
E apreciar o vencedor,
Chorando sortes perdidas
Valorizando truque bem sucedido.
Tempo perdido
Dos desiludidos homens vencidos,
Pois o jogo continua
Até que o baralho não seja mais servido.
sábado, 26 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
Viva a América Latina!
VIVA A AMÉRICA LATINA, o continente dos heróis de cultura diversificada que sobrevive aos idealismos estadounidenses. Viva a América dos índios, dos negros e seus descendentes.
No dia 19 fui ao Memorial da América Latina para acompanhar o evento do dia do Espanhol, apesar de ser longe na minha querida perifa do Jardim Ângela, fui lá para comungar a palavra poética junto a Cooperifa em um Sarau que estava incluso no evento. Cheguei mais cedo para ver o que tinha lá e encontrei um pouco das tradições típicas de nostros hermanos latinoamericanos e me apaixonei ainda mais por essa cultura me convencendo muito mais da necessidade da valorização dela. Precisamos urgentemente irmãos e hermanos latinos nos unir para sermos mais fortes e sairmos da nossa situação social que é de desamparo por parte das elitistas potências mundiais. Revolución da ponta México até a ponta do Chile!
VIVA A COOPERIFA, tão importante a nós da Periferia do extremo sul de São Paulo e tantas outras da selva de pedras e mundo afora, que chega pra assustar a elite com seu exército de guerreiros comungando os versos revolucionários.
ENFIM, VIVA A AMÉRICA LATINA!!!
No dia 19 fui ao Memorial da América Latina para acompanhar o evento do dia do Espanhol, apesar de ser longe na minha querida perifa do Jardim Ângela, fui lá para comungar a palavra poética junto a Cooperifa em um Sarau que estava incluso no evento. Cheguei mais cedo para ver o que tinha lá e encontrei um pouco das tradições típicas de nostros hermanos latinoamericanos e me apaixonei ainda mais por essa cultura me convencendo muito mais da necessidade da valorização dela. Precisamos urgentemente irmãos e hermanos latinos nos unir para sermos mais fortes e sairmos da nossa situação social que é de desamparo por parte das elitistas potências mundiais. Revolución da ponta México até a ponta do Chile!
VIVA A COOPERIFA, tão importante a nós da Periferia do extremo sul de São Paulo e tantas outras da selva de pedras e mundo afora, que chega pra assustar a elite com seu exército de guerreiros comungando os versos revolucionários.
ENFIM, VIVA A AMÉRICA LATINA!!!
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Uma homenagem a um guerreiro que se foi mas deixou sua obra como legado.
Pensar,pensar
Junho 18, 2010
Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma.
Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008
Último post no Blog de José Saramago e como sempre algo para ser pensado:
Fonte:http://caderno.josesaramago.org
sábado, 12 de junho de 2010
Aos guerreiros distraídos pelo Amor, aí vem uma AULA DE QUÍMICA
Compostos vindos de matérias diferentes
Assentados nos corpos distintos
Ligados pelo fenômeno da atração.
De frágeis a resistentes
Assim como da distância a conexão.
Na demonstração desta ação,
Nossos pólos tão diferentes
São como imã e aço
E a química mais perfeita
Do mais perfeito sentimento humano.
Assentados nos corpos distintos
Ligados pelo fenômeno da atração.
De frágeis a resistentes
Assim como da distância a conexão.
Na demonstração desta ação,
Nossos pólos tão diferentes
São como imã e aço
E a química mais perfeita
Do mais perfeito sentimento humano.
sábado, 5 de junho de 2010
Causa e efeito
A miséria
Andando pelos seus vales
Saiu do beco
Livre, fria e desastrosa.
Cantava com voz rouca
E movia-se incessante:
Desceu as ruas,
Chegou praça,
Na esquina,
No ponto de ônibus
E até na frente do banco.
Era abusada,
Não respeitava ninguém,
Nem criança,
Adolescente,
Pai de família
E até senhorinha.
Não conseguiram detê-la.
Tantos tentaram fugir
Mas o destino quis
E ela os encontrou
Desprevenidos,
Desorientados
Desmotivados,
Despreparados...
Chegou a noite
E ela corria como vento
Batendo no rosto e no estomago das pessoas.
Foram se passando as horas
Estando ela cada vez mais disposta.
Soprou,
Gritou,
Espancou,
Esfaqueou.
No outro dia
Estava ela camuflada
Na primeira página dos jornais.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Descarte
As sobras
Pegam os restos e as migalhas
Dos pratos, dos copos,
Dos pacotes e das caixas descartáveis.
Material inútil
Classificado como lixo.
Vão comendo isso
Que o mundo não quis.
Para o sistema:
Puro canibalismo.
Sobras são sobras,
Apenas sobras:
Descartes do capitalismo.
Pegam os restos e as migalhas
Dos pratos, dos copos,
Dos pacotes e das caixas descartáveis.
Material inútil
Classificado como lixo.
Vão comendo isso
Que o mundo não quis.
Para o sistema:
Puro canibalismo.
Sobras são sobras,
Apenas sobras:
Descartes do capitalismo.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
Complexidade
Nem toda lágrima derramada é tristeza,
Nem toda palavra dita é sincera,
Nem todo grande sentimento é percebido.
Nem mesmo tudo que se quer é realizável,
Nem tudo que se persegue é alcançável,
Nem todos que amam são correspondidos,
Nem todos que odeiam são desprezados.
Às vezes nem o silêncio é quieto,
Pois atormenta a timidez.
Nem toda palavra dita é sincera,
Nem todo grande sentimento é percebido.
Nem mesmo tudo que se quer é realizável,
Nem tudo que se persegue é alcançável,
Nem todos que amam são correspondidos,
Nem todos que odeiam são desprezados.
Às vezes nem o silêncio é quieto,
Pois atormenta a timidez.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Palavra descompassada
A palavra descompassada
Do passo rotineiro do dia inteiro.
Parte o poema
E vai se construindo,
Vai se rebentando,
Vai se modificando.
Não bate ponto para começar
E logo desmarcado se despede.
Sem anúncio de sino,
Sempre repentino.
Todo instante instantâneo.
As horas...
Caminhadas eternas,
Expediente estendido,
Sufocada a Poesia!
Por consequência esquecida.
(O poema só trabalha
Quando o corpo se assenta,
Aí os sentidos se acertam).
Ás vezes, um segundo basta,
Muitas, me distraio por meia hora.
Porém, a Poesia é período integral.
Independente se o tempo é de chuva
O Sol aparece sumindo,
Sucinto a passagem,
Sem escala definida.
Do passo rotineiro do dia inteiro.
Parte o poema
E vai se construindo,
Vai se rebentando,
Vai se modificando.
Não bate ponto para começar
E logo desmarcado se despede.
Sem anúncio de sino,
Sempre repentino.
Todo instante instantâneo.
As horas...
Caminhadas eternas,
Expediente estendido,
Sufocada a Poesia!
Por consequência esquecida.
(O poema só trabalha
Quando o corpo se assenta,
Aí os sentidos se acertam).
Ás vezes, um segundo basta,
Muitas, me distraio por meia hora.
Porém, a Poesia é período integral.
Independente se o tempo é de chuva
O Sol aparece sumindo,
Sucinto a passagem,
Sem escala definida.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Crime poético
Hoje minha mão está armada,
De caneta muito bem carregada
De tinta, que deixa marcas graciosas
Na folha, e as intenções objetivas:
Surge como Sol na ponta do cano,
Indo em direção ao meio do crânio,
Como tiro de chumbo certeiro,
A modificar os neurônios do hospedeiro.
A mão é ansiosa e intencional,
A caneta é mero objeto acidental,
A folha cúmplice e prova criminal,
E o crânio é do gigante que cai,
Com a palavra mais ardente que vai,
Como bala que explode e não sai.
De caneta muito bem carregada
De tinta, que deixa marcas graciosas
Na folha, e as intenções objetivas:
Surge como Sol na ponta do cano,
Indo em direção ao meio do crânio,
Como tiro de chumbo certeiro,
A modificar os neurônios do hospedeiro.
A mão é ansiosa e intencional,
A caneta é mero objeto acidental,
A folha cúmplice e prova criminal,
E o crânio é do gigante que cai,
Com a palavra mais ardente que vai,
Como bala que explode e não sai.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Pensamento: A utopia do guerreiro
Independentemente do tipo de batalha, o verdadeiro guerreiro se constrói porque nas vitórias ele adquire confiança e nas derrotas ele jamais abaixa a cabeça e nunca desiste de continuar a caminhada.
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