quinta-feira, 8 de dezembro de 2011



Era uma vez um sonho
Cobiçado por dois olhos,
Porém não foram capazes de conquistá-lo
E uma boca alheia e faminta
Vorazmente o consumiu.  

(Jefferson Santana)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

NÃO É DE HOJE



Não é de hoje que eu não durmo
o sono pleno
supremo
dos meus próprios sonhos idealizados.


Não é de hoje que meus pés pisam o chão
em que o pensamento 
não reconhece como algo que pensou um dia em pisar.


Não é de hoje que tenho um coração
carregado de sentimentos no meio do peito,
a bombear pelo corpo a intensidade do meu sangrar.


Não é de hoje que estou numa realidade
sem ter um sonho 
discorrendo livremente por ela.


Não é de hoje que não sou esta realidade,
este desvairamento medonho
que tenta me obrigar a obedecê-la.


Não é de hoje,
não é de hoje,
não é de hoje...
Não é de hoje, mera realidade.


É do sono de ontem.
É do sonho de hoje.


Não é de hoje
que apesar dos pesadelos que eu tenho que enfrentar,
vivo pelos meus sonhos
e no meu coração eu guardo coisas muito valiosas.

(Jefferson Santana)


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A lágrima


A lágrima,
transbordamento da alma
mais transparente que a própria água.

(Jefferson Santana)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Frases soltas



As noticias que correm
De boca em boca
Como saliva de beijo roubado
De varias e tantas bocas
Já não são as mesmas que passaram da primeira vez.
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Meu coração não é de cimento
Por isso não é capaz de ser concreto.
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Tenho medos
Assim como tenho desafios

Também não posso deixar de ter coragem.

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Não sou capaz de ter tudo que quero,
Mas tento dar valor ao que tenho.
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Disseram-me que do lado de fora da janela fechada
Há um belo jardim cheio de flores.
De que adianta saber disso
Se eu mesmo não tiver a atitude de abrir a janela para vê-lo?

De que adianta um pássaro ter asas
Se ele não tentar usa-las para voar?  



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... Jefferson Santana voando alto por alguns pensamentos

sábado, 12 de novembro de 2011

Aos românticos



Há poemas que cantam uma mulher,
outros cantam a natureza,
outros ainda, cantam uma causa social.
Existem ainda os melhores,
que cantam tudo isto ao mesmo tempo.

E mesmo que reste pouco de romantismo
nos nossos dias tão mecanizados,
vale à pena continuar escrevendo.

(Jefferson Santana)

quinta-feira, 10 de novembro de 2011


Cada poema é um pouco de meu
sangue
exalado
em versos sob embalo cardíaco.

Não costumo ter métrica,
pois normalmente meu coração sente emoções
desmedidas.

(Jefferson Santana)

segunda-feira, 7 de novembro de 2011





Medo da chuva... jamais! Eu sei que depois das tempestades, a terra estará mais fértil para o surgimento de novas flores em meu jardim.


(Jefferson Santana)

sábado, 5 de novembro de 2011

Com licença Drummond... esse poema seu me tocou profundamente


MÃOS DADAS




Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros.

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considero a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.



Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,

não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,

não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,

não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.



O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,

a vida presente.



(Carlos Drummond de Andrade)

sábado, 29 de outubro de 2011

Descobri no teu olhar



Descobri no teu olhar
O paraíso único:
Uma ilha bela
No meu mar de tristeza.

Descobri no teu olhar
O sol intenso,
Que luziu os meus caminhos
Pelos vales das trevas.

Descobri no teu olhar
Uma constelação,
Que fez de noites
Preliminares de desejos ardentes.

Descobri no teu olhar
Contudo o céu,
Nele vejo pássaros
Cantando e voando,
Vejo nuvens de algodão
Que estancam minhas feridas.
Até com lágrimas de chuva é lindo!
Rega o meu jardim de amor.

(Jefferson Santana)

sábado, 8 de outubro de 2011

Linha do Tempo

Hoje

Tempo do agora
Hora do presente
Eu presente.


Ontem
Onde não mais estou
Somente o que sobrou
Que já nem mesmo é ontem.


Amanhã
Preocupação vã
Onde nem estou
E já temo o que nem começou.


Entre o que fui e o que serei
Está o que eu sou.




(Jefferson Santana)