domingo, 7 de fevereiro de 2010

Viva as frustações da vida, pois elas me ensinaram a ser mais forte.

Sem sentido

Coisas já não fazem sentido,
Como a promessa esquecida,
Ou o breve que tarda.
O dicionário que confunde,
O bondoso covarde.
Coisas já não fazem sentido.

A ferida não pungente
De um amor não eterno.
O fogo não ardente,
Esse é o fundo superno.

Coisas já não fazem sentido,
Como o sonante em tom mudo,
Numa guerra sem desafetos,
Em amplos territórios estreitos.
Coisas já não fazem sentido.

Já não faz sentido desejar
Aquilo que não se pode ter.
Já não faz sentido amar
E por cincunstância sofrer.

Tráfego

A cidade não pára,
Não pára de parar
Na hora do pico
Não pára de crescer
Pra cima, pra baixo
Não pára o descaso
Não!
Pára!
Mais uma vida
Não pára de morrer
Não param de crescer
Não param, não param
Não param os números
Pra mais,
Pra menos.
Não pára a cidade.
Parado,
É um assalto!
Me dá seu dinheiro,
Não pára de pagar
Lícito, ilícito
Legalizado, irregular
É um assalto!
Não pára não,
Continua andando
Não olha pra trás,
Atrás
Dos prédios,
Não para a cidade.
Não param os morros.
Morro de fome,
Não pára essa ânsia.
Não param os morros,
Pra cima, pra baixo
Não param de crescer,
Essa distância
Do quilombo ao Paraíso
Não pára o Paraíso belo,
Não pára de cegueira,
Prá'queles que não podem desfrutá-lo.
Tens os melhores frutos
E eu
Não páro de comer o caroço.
Passageiro cotidiano de navio negreiro,
Meu destino certo é receber xicotadas.

Por tudo isso
Parou-se a voz,
Parou-se o suspiro,
Parou-se no tempo,
Parou-se tudo!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Neste mundo de ilusões,
Enquanto muitos lutam para ser alguém,
Eu luto para não deixar de ser eu mesmo.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O Negociador

Topou tudo
Pelo prazer de enriquecer.
Porém,
É mais pobre que os miseráveis.
Ele
Abdicou de seu caráter,
De sua inteligência,
De seu amor,
E de sua honestidade.

Tornou-se escravo da própia ganância.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Campanha do Armamento

Vamos todos,
Todos os companheiros,
Amigos, desconhecidos,
Guerreiros,
Não valorizados,
Pelo sistema censurados,
Adestrados,
Ignorados.
Vamos todos nos armar.
Armar-se para o mundo mudar.
Armar-se de sabedoria,
Carregar-se de filosofia
E disparar para todos os lados
A verdade de nossos fatos,
A imprecindível identidade
Pela necessária igualdade.

Armamento pesado,
Bem selecionado.
Escupido por mãos ansiosas,
Relatadas por bocas revoltadas
De atitudes honradas.

Armar-se para a luta
Diária e suada
Na selva de disputa
Da humanidade enganada.

Armar-se não para juntar inimigos
E sim aliados,
Capazes de entender
O que o povo tem a dizer,
O que se tem a fazer
Para tantos pararem de sofrer.

Armar-se do que foi desarmado.
Recuperar-se desde criança
O que se foi roubado.
Essa é a nossa crença,
Num amanhã mais ensolarado,
Com homens e mulheres revestidos
Do poder de não serem oprimidos.

Nossas armas estão aí,
Descritas nas páginas dos livros,
Cantadas nas vozes dos revolucionários,
Demonstradas em alguns cenários.
Basta colocar
O armamento pra funcionar.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

São Paulo de faces diversas

São Paulo de faces diversas:
Cidade de Trabalhadores,
Trabalhadores agitados!
Ah! Paulistano é assim mesmo.

Cidade de viadutos,
Viadutos símbolos do enriquecimento,
Viadutos símbolos da miséria.

Cidade desigual,
Cidade vertical,
Cidade de concreto, capital.
Cidade que exalta beleza,
Mas que despreza a natureza.

Cidade de coração enorme
Feito de milhões de corações que amam.
Amam a cidade que construíram.
Tijolo por tijolo dentre a garoa,
Numa luta maior que qualquer edifício.
Amor este, nos rastros de Luz e Liberdade,
Sendo a Consolação
De São Paulo não ser um Paraíso de Jardins
Com Bela Vista na Periferia.

Nesta terra de italianos,
De portugueses, de baianos,
Terra de mineiros, pernambucanos...
De asiáticos, africanos,
Terra em que todos se tornaram paulistanos.


(Este poema foi reeditado de uma passada homenagem a minha cidade natal em seu aniversário de 450 anos. Hoje já são 456 anos e espero que no futuro esta metrópole seja feliz no centro e na periferia e que os paulistanos possam ser mais unidos.)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Não há problema nenhum em sentir medo.
A grande falha é faltar corajem para enfrentar as dificuldades.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

A incerteza da certeza

A cada dia que passa
o homem procura mais respostas.
Porém,
com o passar dos anos,
as únicas respostas que obteve
foram as incertezas.

Certo é
que cada vez o futuro é mais incerto.
Já não é possível prever,
em que instante a bomba atômica que criamos,
estourará contra nós.

CABUM!!!

Já é possível sentir os lampejos.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

"Um novo ano, um novo dia e as mesmas histórias. Chegou a hora de construirmos uma nova realidade!"