terça-feira, 30 de outubro de 2012

a noção do tempo eu entendi,
quando vi 
que o mesmo pão fresco que tanto quis,
que apesar da fome
não comi,
está aqui,
mofado e apodrecido diante 
de mim

Jefferson Santana

domingo, 28 de outubro de 2012

CANTIGA




Não te esqueças meu amor
que eu te amo.
Não me julgues meu amor,
porque te quero.

Se tu foges meu amor,
eu te persigo.
Se tu vens meu amor,
eu te espero.

Faças de mim meu amor
o teu amado
e eu estarei meu amor
sempre ao teu lado.


Jefferson Santana

domingo, 21 de outubro de 2012

Ainda não encontrei
o caminho
que me leve ao encontro
____________________do seu carinho.

Jefferson Santana



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Tucano e corja de políticos


Sinto pena de uma espécie da fauna brasileira chamada tucano. Essa espécie tem sido muito atacada por diversas pessoas, pois é utilizada como talismã de uma corja de políticos que praticamente privatizaram o Brasil a preço de banana, quebraram as pernas dos trabalhadores como serras que destroem as árvores pelos troncos e, que atacam opositores como soldados acavalados. Essa corja de políticos não merece o tucano como representação, nem sequer merecem a peçonhenta cascavel, pois até ela é importante para a fauna brasileira, não devendo ser privatizada.
Assim, torna-se necessário salvar o tucano dessa perversa utilização, acabando com a soberba da corja de políticos que tanto afeta o Brasil e vem afetando o Estado de São Paulo há 18 anos.
 
 

domingo, 14 de outubro de 2012

RECONSTITUIÇÃO




Eu vi o espetáculo construído
com sangue e suor cedido.
Eu vejo o espetáculo reconstituído
com novos comandantes e mandatos.

Eu vi o comando comendo pão fresco,
enquanto comandados comiam migalhas de torradas largadas.
Eu vejo comando antigo, mas vejo também comando fresco.
Vejo comandados se multiplicarem por gerações cada vez mais          
                                                                                      [largadas.
    
Eu vejo a abundância
e vejo a ignorância,
no mesmo espaço em que já vi ganância
como grande preponderância.

Eu vejo mais máquinas
onde já vi mais gente comandada.
Eu vejo mais desnorteadas artilharias
onde já vi bala chegar perdida.

Já vi bandeiras expostas.
Agora vejo mastros que machucam.
(Já queimaram tantas ideologias
que sobraram mastros pr'aqueles que chicoteiam).

Eu vejo tanta gente calando o grito,
sofrendo consigo mesmo,
que eu já nem sei se há marasmo
ou adesão ao que é imposto.

Já vi tanta coisa nessa vida
que às vezes acho que não vi nada ainda.


                                                                                                 Jefferson Santana

quinta-feira, 11 de outubro de 2012



Meu coração é uma horta 
devastada
com terra
                  ra-cha-da
na aorta.


Jefferson Santana

sábado, 6 de outubro de 2012